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Jovem aprendiz – 20 de agosto de 2017 – 20:28hrs

Venho pensando em escrever algumas coisas que me fizeram chegar onde estou hoje mas me faltava coragem ou sei lá não estava preparado para compartilhar minha caminhada ao início de minha carreira. Pode parecer complicado um pouco mais com o tempo você vai perceber que faz um pouco de sentido. Também vale lembrar que minha intenção é escrever durante 365 dias nem que seja apenas um boa noite ou sei lá qualquer coisa atrasada se chegar a esquecer – lembrando que a meta é não esquecer.

Sou Tiago Serra, tenho 32 anos hoje e sou Gestor de uma grande grupo empresarial aqui no meu país, não irei citar nomes a não ser que seja de muita importância.

Minha carreira começou bem cedo, já novo quando estudava em um colégio particular de um bairro pequeno – José Walter – com a chegada da tecnologia nem todos tinham acesso ao computador e muito menos a internet. Naquele tempo a internet era privilégio de poucos e como me esforçava muito na escola minha mãe e pai decidiram comprar para eu e meus irmãos um pc. Engraçado achava de última tecnologia fazia tudo o que eu queria rsrsrs, mas sem perder o foco como tinha falado eu comecei vendendo disquete daqueles de 1,44mb conhecido como bolacha. Isso mesmo vendia para alguns amigos que tinham pc mas não tinha internet esses disquete com jogos, músicas e coisas que interessavam a eles.

Claro que tinha que ser ilegalmente, na minha escola não era permitido por conta do padrão que tinha ninguem comercializar nada dentro. Tirando o lado aventureiro que eu novo tinha a emoção de fazer aquilo ilegal comecei a perceber o talento que tinha para vender. Para você ter noção eu comprava o disquete a um valor bem mais baixo e só por conta de ter conteúdo dentro eu lucrava muito, mas muito mesmo com esse negócio.

Chegou até uma vez que conheci um amigo que comprava muitos disquetes e um dia eu perguntei para que eram aqueles programas que davam a média de 20 disquetes que levava às vezes semanas para baixar. Quem usava internet discada sabe do que eu estou falando.

Vamos chamá-lo de BR.

O BR um dia me perguntou porque eu fazia isso já que no tempo eu não precisava de tanto dinheiro já que meus pais pagavam minha escola. Eu como muito amigo e mais próximo dele contei que “não era pelo dinheiro, claro isso era muito ótimo, mas o que contava muito era como passei a ganhar respeito e ser reconhecido como solução de problemas, diversão ou sei lá curiosidades de alguns”.

Ele meio que ficou surpreso com isso e falou que iria tentar começar a usar mais seu conhecimento com tecnologia para tentar ajudar os outros.

O BR foi um cara que eu respeitei muito e sei que mudei a vida dele naquele curto espaço de nossas vidas, hoje tenho contato com ele e sei o grande programador web que ele se tornou por conta de muito material que eu passei para ele. Até me agradeceu algumas vezes mas atualmente não mora no Brasil.

Com o passar do tempo lá pelos meus 12 anos minha família meio que achava que era um pouco isolado, me esqueci de comentar aqui, desde cedo tenho problema respiratório que é a asma, ela não atrapalha muito aprendi a conviver com ela e me ajudou a entender que tudo tem uma regra, que tudo precisa de cuidado se não teremos uma consequência maior.

Como vinha falando minha família acha que era isolado. Minha mãe trabalhava muito meu pai vinha do mundo militar e ajudava minha mãe também, com isso não sobrava tempo para cuidar mais de mim e nem de acompanhar as ideias que tinha desde cedo.

Me isolava para em vez de brincar de boneco, de carro testar algumas ideias que tinha, quer ver uma legal.

Alguns amigos meus jogavam na rua de bila, bolinha de gude que vocês devem conhecer melhor. Continuando eles jogavam de bila e faziam aposta em um estilo de jogo que não era só de sorte ou azar e sim de raciocínio e habilidade. Como na maioria das vezes não era tão bom quanto os garotos maiores perdia muito de minhas bilas e algumas que por serem diferenciadas adorava muito.

A partir desse momento me surgiu a cabeça uma ideia, porque tentar ganhar bilas em jogo de sorte e habilidade se eu posso negociar e ganhar com minha “cabeça”?

Algumas bilas tinha um diferencial por serem mais claras, de outras cores e mesmo as defeituosas com algo no meio delas por conta de serem de vidro eu conseguia mostrar que ser diferente era ser exclusiva.
No início negociava uma bila “diferente” por 3 normais e logo consegui mais bilas com isso do que jogando no meio da rua. Eu sei você vai achar que toda criança têm que brincar e eu gostava de brincar, mas o que você vai perceber é que eu fui além do jogo e comecei a criar um negócio com isso, e digo mais, comecei a mostrar para alguns amigos que a experiência de ter uma bila diferente era tanta que não valia a pena apenas apostar e sim guardá-la para que ela fosse como um troféu ou objeto colecionável.

Depois de um tempo meio que a ideia ficou comum e como não tinha pensado em algo para adicionar a aquela ideia ela foi cada vez mais esquecida.

Tem outros fatos e histórias que quando jovem me ajudaram também a me fazer pensar diferente, pensar fora da caixa. Mas hoje estou cansado é um domingo e amanhã tenho trabalho. Boa noite.

…..

21 de agosto de 2017 – 23:23hrs
Hoje terminei de configurar o Blog rsrsrs, estou um pouco quer dizer o dia foi muito cansativo acho que não tenho muito o que contar a não ser ideias grandes que estou tentando implementar na empresa onde trabalho. Irei fazer funcionar sem erros pois acho legal o modo em que as pessoas confiam em mim, por isso tenho o costume de falar que “a palavra de um homem é um tiro, não tem volta“.

Boa noite!

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